
NOTA DE PESAR
É com profunda tristeza e consternação que o Sindicato Nacional de Proteção Civil recebeu a notícia do falecimento da Bombeira Maria João Carneiro, de apenas 24 anos, pertencente à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende, vítima mortal de uma queda de uma árvore de grande porte, durante o combate ao incêndio que deflagrou em Barrô, no concelho de Resende, cerca das 20h30 de quinta-feira, 24 de setembro de 2026.
Hoje, mais do que palavras, fica o respeito, a dor e a memória de uma jovem que perdeu a vida enquanto cumpria a missão de proteger os outros.
O Sindicato Nacional de Proteção Civil apresenta as suas mais sentidas condolências à família e amigos da Maria João Carneiro, bem como a todos os seus camaradas da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Resende, ao seu Comando e a todos os Bombeiros que diariamente partilharam consigo a missão, o esforço e o risco.
A Maria João partiu demasiado cedo. Partiu a cumprir o dever.
É também nestes momentos de profunda tragédia que percebemos, de forma ainda mais dolorosa, porque é que há anos reivindicamos melhores condições para quem combate incêndios e arrisca a própria vida ao serviço das populações.
Melhores condições de trabalho.
Vencimentos dignos.
Proteção adequada.
E o reconhecimento efetivo do risco que os Bombeiros enfrentam todos os dias.
Estas reivindicações não são feitas por acaso, nem são excessos de quem está no terreno. São reivindicações feitas por quem conhece a realidade, por quem entra onde outros procuram sair e por quem sabe que, perante o perigo, não basta exigir coragem. É preciso garantir condições para que essa coragem não tenha como preço a própria vida.
Senhores governantes, não é em vão que diariamente fazemos estas reivindicações.
Hoje, perante a perda de uma jovem Bombeira de apenas 24 anos, estas palavras ganham um significado ainda mais pesado.
Que a morte da Maria João não seja apenas mais uma notícia, nem que a sua memória se perca depois do luto.
Que sirva também para recordar que por detrás de cada farda está uma pessoa, uma família e uma vida que merece ser protegida.
À Maria João Carneiro, o nosso respeito e a nossa eterna gratidão.
À sua família, aos seus amigos, aos seus camaradas e a toda a comunidade dos Bombeiros Voluntários de Resende, deixamos as nossas mais sentidas condolências.
Descansa em paz, Maria João.
Honra à tua memória.
Honra a todos os Bombeiros que continuam, todos os dias, a dar a vida pelos outros.
Sindicato Nacional de Proteção Civil